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Passado

A Emenda Constitucional nº 19, de 1998, pode ser considerada o marco inicial da erosão da Administração Pública constitucional. Apresentada como parte de uma agenda de reformas neoliberais, a norma buscou flexibilizar vínculos, extinguir o regime jurídico único e permitir contratações precárias, sob o argumento de tornar a máquina estatal mais eficiente. Infelizmente, mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal chancelou esse desmonte, no julgamento da ADI 2135. Embora ainda não experimentados, é possível antecipar que os danos institucionais serão significativos, consolidando uma cultura de desprestígio do servidor público.

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Presente

A Proposta de Emenda à Constituição nº 32, de 2020, ainda é uma possibilidade de desmonte da Administração Pública pelo Congresso Nacional. A proposta surgiu no contexto de um discurso fiscalista e antipolítica, que atribui aos servidores públicos a responsabilidade pela crise fiscal do Estado. Mesmo duramente criticada por entidades representativas, especialistas e pela sociedade civil, a proposta permanece em tramitação, sendo eventualmente reativada por setores que insistem em responsabilizar o funcionalismo pela baixa produtividade estatal, ignorando os problemas estruturais da macroeconomia brasileira.

PEC 32

Servidor público de costas em frente ao computador, ilustrando os efeitos imediatos da reforma administrativa

Atuais servidores serão imediatamente prejudicados pela Reforma Administrativa

A apresentação governamental da proposta de emenda à constituição (PEC) 32/20, conhecida como "Reforma Administrativa" ou "Nova Administração Pública", enfatizou que as alterações não afetariam os servidores atuais. O discurso foi endossado pela grande mídia, a qual repete que "as mudanças propostas pelo governo não atingem os atuais servidores e mesmo aqueles que entrarem no serviço público antes da aprovação da reforma. Também não altera a estabilidade nem os vencimentos desses servidores"

A Câmara dos Deputados instalou Grupo de Trabalho para desenhar o futuro da reforma administrativa, desta vez ancorada nos eixos de estratégia e governança, transformação digital e supressão de privilégios. Apesar da promessa de que os servidores não serão prejudicados, os discursos até o momento apresentados prometem forte impacto nas carreiras. Em última análise, transfere-se erroneamente à estrutura administrativa a culpa por distorções de natureza política e macroeconômica, ou seja, será um projeto de administração pública voltado à austeridade e à contenção fiscal, não à garantia de direitos.

GT da Câmara

EVENTOS

Reforma Administrativa do Governo Federal

O Executivo Federal, desde a gestão iniciada em 2023, tenta promover uma “reforma administrativa por dentro”. O intento seria evitar que o Legislativo patrocinasse uma reforma nos moldes da PEC 32/2020. Mas o que tem sido apresentado até aqui são medidas que demandam preocupação: achatamento de tabelas salariais, extinção de cargos e carreiras, incentivo à contratações de temporários etc. É preciso um olhar crítico sobre a forma de modernização que vem sendo praticada pelo Executivo Federal, pois, no fim, pode se revelar tão prejudicial quanto aquilo a ser discutido pelo Congresso Nacional.

Advogado do escritório em retrato, ilustrando a análise da MP 1.286/24 sobre pessoal do Executivo federal

Governo Federal e a MP 1.286/24: Impactos na estrutura de pessoal do executivo Federal

A MP 1.286/24 moderniza a Administração Pública, ajustando remuneração, desenvolvimento de carreiras e governança no Executivo Federal.

Autor: Robson Barbosa

Arte do artigo A erosão silenciosa da estabilidade

A erosão silenciosa da estabilidade

Na análise de Jean Ruzzarin, sócio do Cassel Ruzzarin Advogados, a Portaria MGI nº 4.567/2025 — que autoriza a contratação temporária de aprovados no CPNU — pode representar um avanço preocupante na fragilização da estabilidade no serviço público.

Autor: Jean Ruzzarin

Mãos em notebook ao lado de uma xícara de café, ilustrando a análise da Portaria MGI 5.127

Portaria MGI 5.127: O futuro das carreiras no serviço público Federal

Entenda como a nova portaria pode impactar sua carreira no serviço público.

Autor: Robson Barbosa

Reprodução da matéria da Folha de S.Paulo sobre as críticas dos servidores à portaria dos temporários do CNU

Servidores criticam portaria sobre temporarios do CNU e reforma administrativa sem mudar constituição

Entidades rejeitam o uso de lista de espera para contratações emergenciais; ministério aponta modernização.

Entrevista à Folha de S. Paulo

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