STJ decide contra honorários em RPVs não impugnadas

21/06/2024

Categoria: Atuação

Foto STJ decide contra honorários em RPVs não impugnadas

Impactos e preocupações para servidores públicos e advogados

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento realizado ontem, 20 de junho, decidiu pela não incidência de honorários advocatícios sucumbenciais em cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública sujeito ao regime de Requisição de Pequeno Valor (RPV), quando não há impugnação à execução. A decisão, proferida pela Primeira Seção e relatada pelo Ministro Herman Benjamin, foi unânime. Este novo entendimento judicial pode influenciar significativamente a prática da advocacia e o direito dos servidores públicos de reaverem seus direitos sem custos adicionais.

O advogado Jean P. Ruzzarin, do escritório Cassel Ruzzarin Advogados, esteve presente durante a sessão, acompanhando de perto as deliberações que, segundo ele, poderão ter implicações substanciais para a advocacia e seus clientes. Aguarda-se a publicação do acórdão, que esclarecerá em detalhes os contornos e limites dessa decisão.

A decisão do STJ gera preocupações palpáveis para os servidores públicos, que já enfrentam desafios ao serem inicialmente prejudicados por atos ilegais da administração e, agora, podem ter que absorver os custos para a efetivação de seus direitos reconhecidos. A possibilidade de ter que pagar pelo serviço jurídico para reaver direitos legais coloca os servidores numa posição de revitimização — primeiro pela ilegalidade reconhecida judicialmente e, em seguida, pelos custos para corrigir tais ilegalidades.

Essa decisão também traz à tona a complexidade da interação entre diferentes temas judiciais, como o Tema 973, que aparentemente continua a garantir a aplicação de honorários em certos casos de cumprimento de sentença decorrentes de ação coletiva. No entanto, a falta de clareza e a potencial sobreposição de temas podem resultar em uma paisagem jurídica confusa, aumentando a incerteza para os advogados e seus clientes.

O cenário atual exige um olhar atento e estratégias jurídicas bem planejadas, pois as consequências desta decisão podem restringir a acessibilidade da justiça para muitos servidores que dependem dessas ações para a correção de direitos. A comunidade jurídica e os próprios servidores buscam caminhos para mitigar esses impactos, garantindo que a busca por justiça não se torne proibitivamente cara ou complexa.

Enquanto a decisão traz preocupação, é importante preparar-se adequadamente para as mudanças, trabalhando para garantir que os direitos dos servidores sejam defendidos de maneira justa e eficaz, sem imposição de encargos financeiros injustos. A expectativa é que, com a publicação do acórdão e os esclarecimentos subsequentes, haja uma melhor compreensão e adaptação às novas exigências jurídicas.

Fonte: Cassel Ruzzarin Advogados

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